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Skincare capilar

A dermatologista Andrea Frange explica como estabelecer uma rotina de autocuidado para os fios

Skincare e rotina de autocuidado são termos que – em um primeiro momento – podem remeter a um assunto sobre pele. Mas assim como a derme, o cabelo também precisa de uma rotina de cuidados para se manter saudável e bonito. “É possível usar a mesma linha de raciocínio aplicada no skincare da pele quando se trata de cuidados com o cabelo,” explica a dermatologista e especialista em tricologia Andrea Frange, da Clínica Luciana Garbelini de São Paulo.

Além disso, a médica reforça que ter uma rotina de cuidados capilar ou pelo menos a consciência da sua importância, facilita a organização para que essa possa ser eficiente, seja nos resultados ou dentro dos afazeres diários. “Assim, é possível identificar os passos do skincare capilar que já fazem parte da rotina de cuidado com o cabelo e como acrescentar certas etapas para suprir todas as necessidades dos fios”. 

Limpeza e esfoliação

Se tratando de cabelo, a limpeza é o principal passo da rotina de autocuidado. E também a etapa que dá início a qualquer skincare. “Nesse caso, muito mais do que pensar no fio, é preciso começar os cuidados capilares pelo couro cabeludo. É lá que se encontram as principais necessidades do cabelo, e estas têm relação direta com a saúde do comprimento”. Além disso, por ser um local quente, úmido, e que acumula resíduos, a importância dessa etapa é ainda maior. “Assim, a limpeza precisa ser feita apenas no couro cabeludo, e o que escorrer do shampoo aplicado nessa área já é o suficiente para limpar o restante.”

A especialista ainda destaca que para essa área pode ser interessante, inclusive, fazer o uso da esfoliação, assim como se costuma fazer na pele. “Já é possível encontrar produtos específicos para o cabelo com essa finalidade. Mas também existe a possibilidade de fazer uma esfoliação caseira”, diz Andrea. “Separe um pouco do shampoo – podendo ser até um de limpeza profunda – e adicione um pouco de açúcar. Aplique a mistura, massageando em movimentos suaves, apenas o couro cabeludo. Não estender para o comprimento a aplicação, já que o atrito pode causar traumas no fio, inclusive gerando frizz. A prática, através das esferas, promove uma esfoliação física na região e como consequência a remoção de células mortas, o que leva a uma limpeza mais profunda do couro cabeludo”.

Hidratação e proteção

A parte da hidratação, de certo modo, fica por conta do próprio organismo. Mas existem práticas que podem ajudar nesse aspecto, ou então atrapalhar. “A pele do couro cabeludo funciona da mesma forma que a derme do restante do corpo. Se for limpa em excesso pode gerar efeito rebote e como consequência produção demasiada de sebo, deixando os fios mais propensos à oleosidade”. E aí especial atenção com o tipo de produto que está sendo utilizado durante a etapa da limpeza. “O uso de shampoos muito adstringentes precisa ser feito com cautela, assim como a aplicação de qualquer emoliente, como condicionador ou máscara, que não devem ser aplicados no couro cabeludo. Estes ficam responsáveis apenas pela hidratação do comprimento.” 

Ao mesmo tempo, deixar de lavar o cabelo ou criar intervalos longos entre uma lavagem e outra também pode comprometer as funções do couro. “O acúmulo de resíduos e oleosidade na região gera caspa, obstrui o folículo capilar, pode contribuir na queda e prejudicar o crescimento.” Doutora Andrea explica que seria interessante lavar os fios, geralmente, a cada dois dias. Mas isso depende da rotina e características de cada cabelo. “A prática de exercícios físicos, por exemplo, é algo que pode exigir adaptações nesse intervalo. Muitas pessoas sentem a necessidade de lavar os fios todos os dias após o treino.” Nesse caso, o interessante é complementar os cuidados, já que além dessa limpeza mais frequente o suor é composto por diversos sais que ressecam o fio. “Passar um óleo para proteger o cabelo antes do exercício ajuda na selando da haste, além de promover uma umectação no cabelo”.

Outro ponto importante a ser ressaltado é sobre a proteção dos fios. Muitos associam a aplicação dos protetores térmicos com o uso de algum aparelho com fonte de calor, mas também é preciso lembrar da ação do sol sobre o cabelo. “Assim como ao usar uma ferramenta a base de calor, o sol queima e danifica os fios. Por isso, é importante em momentos de muita exposição fazer o uso de proteção físicas – como boné – ou reforçar a proteção solar a partir de protetores térmicos mais densos, óleos e até utilizando protetores solares próprios para o cabelo”.

E o cronograma capilar?

Estabelecer uma certa rotina de cuidados capilares não deixa de ser um ‘cronograma capilar’, mas este está mais associado a cuidados intensos e pontuais, que buscam atender as diversas carências capilares. “O cronograma capilar é interessante como uma forma de se organizar para suprir a maior parte das necessidades do cabelo. E que talvez dentro de uma rotina mais prática são etapas que não conseguem estar presentes, ou até mesmo não precisam fazer parte dela. São reposições que podem ser eventuais, em um dia de Day Spa dos fios, por exemplo. Momento de aplicada uma máscara que precisa de um tempo maior para agir – como nutrição e reconstrução – , ou fazendo combinações de produtos na busca por potencializar certos efeitos”.

Tem mais

Existem os itens básicos – assim como em uma rotina de cuidados com a pele – que são fundamentais. E dentro do skincare capilar não é diferente. Por outro lado, ao falar de cabelo, o números itens ou passos extras que podem ser incluídos para incrementar ainda mais esses cuidados são diversos. “Tônicos, spray anti-frizz, cremes para pentear, geleias, entre outras diversas opções de produtos que o mercado capilar oferece como complementos para a rotina de cuidados. Porém, independente de toda a oferta, o importante é lembrar que assim como a pele, cada cabelo tem suas próprias necessidades e se adapta melhor com aplicação ou não de determinado produto. Perceber as necessidades do cabelo e fazer adaptações necessárias, testando diferentes opções, é o mais aconselhável”, indica a dermatologista. 

Sobre Dra. Luciana Garbelini

Dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro, Pós-graduada em cosmiatria e estética no Instituto Superior de Medicina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Sobre Dra. Andrea Frange

Dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro. Especialização em Tricologia pelo Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 

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Poros da Pele dilatados?

A dermatologista Luciana Garbelini explica como lidar melhor com esta estrutura da pele que muitos buscam esconder a qualquer custo

Ter uma pele perfeita e, principalmente, sem poros só é possível ao usar um dos diversos filtros das redes sociais. E é só olhar um pouco mais de perto que qualquer pele normal – e saudável – vai apresentar poros. E que bom que estão lá! “O poros são estruturas que compõem a pele porque apresentam uma função. A busca por minimizá-los ou ‘extingui-los’ a qualquer custo não é saudável não só para a derme, mas para saúde como um todo”, diz a dermatologista Luciana Garbelini, da Clínica Luciana Garbelini de São Paulo.

Os poros são aberturas naturais da pele. Têm relação com os pelos e através deles a derme expele diversas secreções, como oleosidade e suor. “Apesar de em um primeiro momento pensarmos nessa estrutura por um viés estético, os poros desempenham diversas funções fisiológicas,” afirma a dermatologista.

Poros não são inimigo 

Entre as funcionalidades, esta estrutura é uma das principais responsáveis pela regulação de temperatura e hidratação natural da pele, criando um ambiente adequado para a microbiota cutânea existente em diferentes regiões do corpo. “Assim, toda pele saudável deve e precisa apresentar poros, podendo estar mais ou menos dilatados,” diz a médica. “O correto é tratá-los para que se mantenham em boas condições e desempenhem suas funções adequadamente, e como consequência o aspecto estético consegue ser alcançado,” explica Luciana.

Uma das principais reclamações relacionadas aos poros é por conta do aspecto dilatado. E se tratando de tamanho, a produção de óleo pela pele interfere diretamente nessa questão. “Regiões com oleosidade em excesso apresentam tendência a terem poros mais evidentes. Além disso, o envelhecimento – e consequentemente a flacidez – também evidenciam essas estruturas”. A especialista explica ainda que nesse caso há uma alteração estrutural da pele em diversos níveis, o que atinge e reflete em todas as camadas da pele. “Assim, os poros também acabam ficando mais frouxos e, portanto mais perceptíveis ou dilatados,” diz.

Como disfarçar sem deixar de cuidar

No caso de poros dilatados, a etapa da higienização é fundamental. Como essa abertura em excesso pode ter como primeira causa o aumento da produção de oleosidade pela pele, manter a derme limpa – sem exagero – faz com que essa estrutura não fique sobrecarregada ou desregulada. “E diferentemente do que muitos acreditam, a hidratação também ajuda no tratamento dos poros dilatados. Isso faz com que a pele entenda que não precisa produzir óleo em excesso para repor o que foi retirado durante o passo da limpeza.”

A temperatura é mais um fator de influência no aspecto dos poros. “As estações acabam influenciando em uma maior dilatação ou não dos poros, assim esse problema pode ser evidenciado durante o verão, por exemplo.” Porém, se a questão tiver relação com a época do ano, com adaptações na rotina e nos produtos de skincare – levando em conta essa variante -se torna mais fácil resolver o problema.

Outro passo do skincare que ajuda com os poros dilatados é a esfoliação. “A esfoliação além de contribuir com a limpeza, consegue remover os resíduos que estão mais presos à pele. A prática promove a renovação celular, e assim a pele mais ‘jovem’ que está embaixo da camada solta de células mortas apresenta mais tônus e poros menos dilatados.”

Os peeling e lasers também são ferramentas interessantes na busca por um tratamento mais imediato ou intenso. “O uso de certos ácidos dentro do skincare também pode trazer em associado esse objetivo de diminuir a oleosidade da pele, e ajudam na retração dos poros. Além disso, os bioestimuladores de colágeno injetáveis ao estimularem a produção de colágeno e uma melhora estrutural da pele, também acabam auxiliando com o aspecto dos poros como mais um dos benefícios da sua aplicação.”

Assim, a dilatação em excesso dos poros faz com que resíduos e bactérias se acumulem nesses locais, se tornando um ambiente propício para o desenvolvimento de cravos. E quando isso acontece com inflamação, ocorre a formação da acne. “O importante é lembrar que disfarçar os poros pode ser o objetivo, mas que uma pele sem eles não é algo real. Além disso, almejar uma pele perfeita deve estar muito mais associado com a busca por uma pele saudável do que conquistar uma derme sem manchas, rugas ou poros,” conclui a dermatologista.

Sobre Dra. Luciana Garbelini

Dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Guia de rugas

A dermatologista Luciana Garbelini explica quais são as diferentes marcas que a pele pode apresentar

Ruga é uma palavra genérica, muitas vezes usada para se referir a marcas, vincos, sulcos e linhas presentes na pele. Porém, essas marcações podem ter diferentes causas, e por conta disso requerem tratamentos ou cuidados específicos. Pensando nisso, a dermatologista Luciana Garbelini, da Clínica Luciana Garbelini de São Paulo, destaca alguns desses sinais do tempo, em quais regiões costumam aparecer e as indicações dermatológicas mais adequadas para cada caso. 

Muitas marcas aparentam ser decorrentes do passar do tempo, mas isso não necessariamente está correto. “Percebemos as rugas da face de uma forma diferente com o passar dos anos. Isso acontece por uma questão natural do envelhecimento da pele como um todo, não só dessa região. Mas no caso do rosto, pode ficar mais evidente por conta de diversas exposições externas, como, a solar. Com isso, a pele sofre mais do que apenas a degradação esperada em relação ao envelhecimento,” explica a especialista. 

Luciana destaca ainda que existem outras predisposições que fazem com que essas marcas apareçam com o tempo e o envelhecimento. “Deixar de lado os cuidados simples, básicos e diários de skincare, como o uso de protetor solar e hidratante, tornam a pele mais suscetível a danos. Além disso, é preciso levar em conta que a pele, e consequentemente a sua qualidade, também sofrem influência genética. Ou seja, se há uma tendência à manchas, flacidez ou sensibilidade, é preciso ter mais atenção e dedicação ao cuidados.”

Marcas de expressão ou rugas do sono?

Tratando-se especificamente das rugas, existem algumas classificações que são interessantes para entender melhor as causas e os cuidados mais adequados em cada caso. “Existem as rugas finas – aquelas que surgem como os primeiros sinais da degradação do colágeno – e profundas, que estão mais evidentes, uma vez que elas aparecem mesmo com o rosto em repouso.”

Há ainda mais duas classificações: rugas de expressão ou do sono. “Esses dois tipos podem apresentar características em comum, principalmente por estarem localizadas em áreas próximas, porém são tratadas de formas diferentes.” A especialista destaca que as linhas de expressão se localizam próximas das regiões de movimento muscular, como ao redor dos olhos, onde se tem os famosos pés de galinha. Também ao redor da boca, conhecido como código de barra. E na bochecha, onde as linhas podem ter relação com o sorriso, e recebem o nome de rugas de acordeon. “Além da testa, região conhecida pela associação com a aplicação da toxina botulínica.” Assim, no geral, as rugas de expressão são horizontais e podem ser suavizadas através do relaxamento da força muscular, exatamente por meio da ação da toxina botulínica, reforça a médica. 

As rugas do sono, por sua vez, são decorrentes do amassamento da pele no travesseiro. “Geralmente são mais verticalizadas. Aparecem na lateral da testa, dos olhos e do rosto. Também próximo ao nariz, lateral da boca e queixo. A tendência é se formarem em áreas de pele mais maleável e com músculos relaxados. São rugas mais estáticas e que não têm relação com movimentos repetitivos, como no caso das rugas de expressão.”

Vale lembrar que segundo pesquisas, passamos cerca de 23 anos da vida dormindo, por isso doutora Luciana explica que é interessante o paciente perceber como coloca o rosto no travesseiro. Assim, é possível saber onde vão se formar os pontos de amassamento. “Sabemos que todo movimento repetitivo pode ter consequências,” salienta a especialista. A especialista explica que esse tipo de ruga pode ser suavizada com tratamentos para flacidez de pele e postura durante o sono. “Algumas opções são bioestimuladores de colágeno e ultrassom microfocado.”

Outros tipos

Existem os vincos, sulcos ou linhas que fazem parte da anatomia do rosto. “Muitos entram como rugas de expressão, como é o caso do bigode chinês, que pode ser salientado por diversos fatores, mas que vai estar presentes no rosto – de uma forma mais ou menos suave – por ter uma função anatômica na face. Uma prova disso é poder identificar essa linha mesmo em pessoas jovens cuja elasticidade e tônus da pele estão no auge.”

Já nos casos em que a ruga formou uma espécie de vinco mais profundo e intenso por causa do movimento, é possível se valer do uso do ácido hialurônico para promover um preenchimento local. “Antes é preciso identificar a causa da ruga. Se for algo decorrente de um vício de expressão, primeiro é preciso suavizar o movimento do músculo responsável. Só depois será avaliada a necessidade do preenchimento ou da aplicação de bioestimulador de colágeno. Há ainda os produtos de skincare que ajudam na prevenção e manutenção da pele. No entanto, é preciso uso contínuo e prévio para que seus benefícios sejam perceptíveis.”

Sobre Dra. Luciana Garbelini

Dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro

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O que é Vitiligo?

Por que ocorre e como controlar: saiba como lidar com esse problema que atinge mais de um milhão de pessoas no Brasil

Dia 1° de agosto é Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo. Pensando nisso, a dermatologista Luciana Garbelini, da Clínica Luciana Garbelini de São Paulo, explica mais sobre essa questão de pele e como a dermatologia atua ajudando os pacientes a conviverem melhor com o vitiligo. 

Há ainda preconceito com relação a doença. E está relacionado pelo fato de o problema apresentar manchas brancas ou diferença de coloração da pele – principal característica do vitiligo – que são bem visíveis em pessoas acometidas por ele. “Qualquer estereótipo sobre vitiligo está relacionado com a falta de conhecimento a respeito do assunto. Essa doença não é uma condição transmissível. É uma manifestação cutânea que pode ter relação com questões imunes e emocionais, porém suas causas ainda não estão totalmente estabelecidas dentro da medicina,” diz Luciana Garbelini.

Tipos e características

O vitiligo se manifesta com lesões de hipopigmentação (perda de coloração) e não apresenta sintomas prévios. “Simplesmente as manchas começam a surgir”, diz a especialista. Mas há diferenças entre os quadros da doença, de acordo com a localização das manchas. “Existe a manifestação segmentada ou unilateral, no qual as manchas se formam só em um lado do corpo – algo bem frequente de acontecer em jovens. Porém, o tipo mais comum pertence à categoria não segmentada ou bilateral, na qual as manchas acometem duas partes ou membros do corpo, como as duas mãos, por exemplo.” 

Outra característica é que o tamanho das manchas pode variar. “Além disso, elas começam a se desenvolver por extremidades. E sua evolução apresenta períodos de estagnação, mas com o tempo as áreas acometidas tendem a aumentar,” explica a dermatologista.

Tratamentos

Ainda não há cura para o vitiligo. Mas existem várias opções de tratamentos para ajudar a amenizar o quadro, e a indicação de cada um depende do nível de desenvolvimento da doença e suas causas. “O diagnóstico é clínico, uma vez que a doença apresenta características bem específicas e de fácil identificação. Questões genéticas também têm relevância no diagnóstico, assim existe a chance do paciente ter uma herança familiar e predisposição para o desenvolvimento do quadro, o que é levado em conta na hora de fazer a análise. ”

Dentre as opções de terapias, é possível associar tratamentos para ajudar com a lesão – evitando que ela aumente – a medicamentos que estimulam a repigmentação da pele. Além da possibilidade do uso de diversos tipos de fototerapias – aplicação da radiação eletromagnética através de laser e LED – para amenizar o quadro. “Existem ainda casos que apresentam indicação cirúrgica nessa busca por melhorar a parte ‘estética’ do vitiligo, inclusive sendo possível fazer transplante de melanócito,” diz a médica. 

Além disso, a recomendação é ter muito cuidado com o sol. “As áreas atacadas pelo vitiligo não possuem células responsáveis pela produção de melanina, assim é fundamental o uso do filtro solar”. Isso porque a condição torna os pacientes muito mais propensos a desenvolverem problemas de pele, principalmente câncer, por não apresentarem essas células que são uma proteção natural da pele contra os raios solares. 

Mas a principal preocupação dos dermatologistas, além da questão dos outros problemas de pele que podem surgir a partir disso, é o envolvimento do gatilho emocional. “ É uma doença que mexe com a aparência, e consequentemente também com a autoestima. Resultados de qualquer tipo de tratamento podem se tornar mais difíceis de serem alcançados se essa questão também não for tratada em paralelo.”  

Como se vê, o vitiligo é um problema que requer atenção, mas pode ser controlado. “O processo de repigmentação, por exemplo, gera resultados bem satisfatórios. Deixa o tom de pele uniforme e a doença se torna mais imperceptível visualmente. Buscar alternativas que estimulem o bem-estar e a saúde emocional e psicológica faz com que o quadro se mantenha controlado e os resultados muito mais assertivos.”

Sobre Dra. Luciana Garbelini

Dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro

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Manchas de Sol

A dermatologista Luciana Garbelini dá dicas de cuidados em casa e indica os melhores procedimentos estéticos

Os dias quentes de verão podem trazer alguns danos à pele. Nessa época as pessoas se expõem ao sol com maior frequência e é comum surgirem manchas escuras, especialmente no rosto. Por isso, a dermatologista Luciana Garbelini, da Clínica Luciana Garbelini de São Paulo, dá dicas de cuidados e de procedimentos estéticos para melhorar o aspecto da pele nesses casos.

1) Tudo começa pela proteção solar

A proteção solar diária é fundamental, mesmo com o fim do verão. “O ideal é que na época de exposição solar mais intensa os cuidados sejam redobrados para prevenir as manchas. Mas, caso elas surjam, o uso do protetor solar continua sendo importante para que não se desenvolvam ainda mais. Além disso, existem protetores com função clareadora que atuam nas regiões pigmentadas e ajudam a clarear as áreas acometidas”, explica a doutora Luciana.

A recomendação é usar protetor com cor de base, pois este tem uma proteção superior. Assim como ficar atento ao Fator de Proteção Solar (FPS), que deve ser de no mínimo 30. Tanto no protetor solar com cor quanto no caso do tradicional. E também buscar entre esses produtos aqueles que contam com ação clareadora. A dermatologista ainda explica que a pigmentação pode ocorrer também com a luz visível, por isso, deve-se associar à fotoproteção filtros físicos, que têm compostos minerais, tais como óxido de zinco ou dióxido de titânio. Além disso, não esquecer que a frequência também importa: “É necessário reaplicar o protetor a cada quatro horas”, diz ela.

2) Escolha os ativos e ácidos clareadores certos

A escolha dos produtos usados em casa pode ser uma arma poderosa no combate contra as manchas. Ativos com ação clareadora são ótimas pedidas, pois ajudam a clarear e uniformizar a pele. A vitamina C é um das substâncias usadas para este fim, pois ela inibe a ação da tirosinase, enzima que age na formação da melanina, e causa a pigmentação da pele. Além disso, é uma ativo que ajuda na proteção solar, contribuindo com a ação dos filtros solares.

Outra substância indicada para clarear manchas é o retinol. Ele é derivado da vitamina A e contribui no combate da hiperpigmentação. Ainda provoca uma esfoliação suave na superfície da pele, o que ajuda a melhorar a  textura e a luminosidade. A orientação é que seja utilizado à noite. “Vale ressaltar que ele combinado com a vitamina C potencializa o tratamento”, diz a médica.

Os ácidos também podem ser incluídos na rotina noturna de cuidados. O destaque é para o ácido tranexâmico, que funciona muito bem com todos os tipos de manchas, inclusive o melasma. “Esse ácido consegue inibir a conversão do plasminogênio em plasmina, uma substância liberada sempre que a nossa pele sofre uma agressão, como exposição ao sol, inflamação da acne ou um machucado. A plasmina estimula fatores inflamatórios que vão aumentar a produção de melanina na pele. Com isso, ao inibir essa substância, não há o estímulo da produção de melanina e da inflamação”, explica Luciana que também comenta que essa é uma característica diferente de outros ácidos clareadores que, em geral, atuam inibindo a enzima tirosinase, responsável pela produção de melanina.

De acordo com a médica, ele pode ser usado de forma tópico, de uma a duas vezes ao dia, e como suplemento por via oral. “Segundo estudo, mostrou-se uma melhora ainda maior no tratamento contra melasma quando combinados”, comenta ela.

3) Procedimentos estéticos que merecem destaques

Hoje, existe uma ampla variedade de procedimentos estéticos que podem ser combinados aos cuidados que se tem em casa. Os peelings químicos são altamente recomendados para tratar manchas superficiais, e com profundidade média. São realizados com ácidos, como o retinóico (que funciona da mesma forma o retinol, sendo que mais potente já que ele tem concentrações mais altas). “Por meio de uma reação química, as camadas mais superficiais da pele são destruídas. Como resultado, acontece um processo de cicatrização pelo próprio corpo, promovendo uma renovação da pele. E fazendo com que os pigmentos sejam eliminados”, esclarece a médica.

Um tratamento realizado em consultório que tem se mostrado eficiente no tratamento de melasma é o ácido tranexâmico por meio do microagulhamento com ‘drug delivery’. “Através de pequenos canais abertos na pele (que podem ser realizados com laser ou dermaroller) o ácido é aplicado de forma mais profunda e direta”, explica ela.

O laser Q-Switched também é uma boa opção para o tratamento de melasma, e outras manchas. “A energia do laser penetra na pele, destruindo as lesões pigmentadas superficiais e profundas. Esse tipo de laser gera menos calor na pele, o que o torna um bom candidato no tratamento de manchas, uma vez que o efeito térmico pode piorar o quadro”, esclarece. “Outra alternativa é a Luz Intensa Pulsada, que por meio da emissão de luz, age na camada superficial, clareando manchas, principalmente as manchas senis, pequenos vasos e sardas”.

A dermatologista ressalta que os produtos e tratamentos devem ser indicados por um médico especializado, de acordo com cada caso e tipo de mancha. “Após uma avaliação, é possível orientar a melhor estratégia de tratamento”, finaliza.

Sobre Dra. Luciana Garbelini

Dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro